Aramat
O Labirinto
Cris Matsuoka

O Labirinto

Sobre a Obra

O Labirinto é uma obra vivencial e permanente que integra o acervo do Parque Aramat. Construída com cerca de 50 toneladas de pedras e ocupando uma área de aproximadamente 150 m², a instalação convida o visitante a percorrer um caminho de presença, contemplação e reconexão. Presente em diferentes culturas ao longo da história, o labirinto é um símbolo ancestral associado às jornadas de busca, transformação e retorno ao centro. Nesta obra, o percurso não propõe perder-se, mas encontrar-se. Cada curva convida a desacelerar o ritmo, ampliar a escuta e experimentar o espaço como um território de travessia. Ao caminhar por seu desenho sinuoso, o visitante é convidado a vivenciar uma experiência sensorial e simbólica. O corpo encontra um novo compasso, a atenção se desloca para o instante presente e o percurso torna-se uma metáfora para os caminhos da própria existência. Não há escolhas a fazer nem atalhos a encontrar; apenas o movimento contínuo em direção ao centro e o retorno ao mundo transformado pela experiência. A criação da obra foi, ela mesma, um processo de escuta profunda. A escolha e o posicionamento de cada pedra nasceram do diálogo entre paisagem, matéria, tempo e intenção. Mais do que um elemento escultórico inserido na natureza, o Labirinto foi concebido como uma obra viva, em constante interação com o território, as estações, os visitantes e as histórias que cada pessoa carrega consigo. Como artista do rito, compreendo a arte como espaço de passagem e construção de sentido. O Labirinto nasceu desse entendimento: uma obra que não se completa em sua forma física, mas na experiência de quem a percorre. Uma obra para caminhar. Uma obra para escutar. Uma obra para lembrar.

Artista:Cris Matsuoka
Sobre o Artista

Cris Matsuoka

Artista do rito, Cris Matsuoka cria experiências que conectam arte, ancestralidade, memória e pertencimento. Sua trajetória começou no teatro ainda na infância e, ao longo de mais de duas décadas, expandiu-se para a direção artística, a criação de experiências, a facilitação de grupos e o desenvolvimento de projetos que integram arte, cultura, aprendizagem e transformação humana. Ao longo desse percurso, atuou junto a empresas, instituições educacionais, organizações sociais, comunidades e espaços culturais, sempre investigando formas de fortalecer vínculos e ampliar o sentido de pertencimento. Formada em Moda, aprofundou seus estudos em dramaturgia e, posteriormente, na Fluxonomia 4D, abordagem voltada à inovação social, inteligência coletiva e futuros regenerativos. Esses diferentes campos passaram a dialogar em sua trajetória, ampliando seu olhar sobre a relação entre estética, narrativa, aprendizagem e transformação. Da moda, trouxe a atenção às identidades, aos símbolos e às formas de expressão; da dramaturgia, a compreensão das histórias que estruturam a experiência humana; e da Fluxonomia 4D, a visão sistêmica das relações, dos territórios e das possibilidades de futuro. Hoje, esses saberes se integram em uma prática autoral que une arte, presença, escuta e construção de pertencimento. Descendente de imigrantes japoneses e italianos, carrega em sua história familiar o encontro entre culturas, memórias e modos distintos de habitar o mundo. Essa herança, somada à sua trajetória artística e humana, alimenta uma pesquisa voltada à ancestralidade, ao pertencimento e às relações que conectam passado, presente e futuro. Sua linguagem é marcada pelo encontro entre corpo, espaço, narrativa e rito, fruto de uma trajetória que atravessa as artes cênicas, a criação visual e os processos de transformação humana. Sua prática reúne escuta, memória, participação e presença como caminhos para a criação de experiências significativas e transformadoras. Como artista do rito, pesquisa a potência da arte como espaço de passagem, reconexão e construção de sentido. Seu trabalho investiga temas como ancestralidade, identidade, memória, território e relação com a natureza, compreendendo que toda transformação acontece no campo das relações. É criadora do Labirinto Aramat, obra permanente que integra o acervo do Parque Aramat e convida os visitantes a uma jornada de reflexão, presença e reconexão com os ciclos da vida. Também assina experiências imersivas como A Casa que Lembra e o projeto autoral As Mulheres que Me Habitam, trabalhos que convidam o público a percorrer paisagens externas e internas, despertando memórias, perguntas e novos modos de habitar a vida. Entre raízes e futuros, segue cultivando espaços onde pessoas, comunidades e territórios possam reconhecer suas histórias, restaurar vínculos e lembrar que pertencem a uma mesma teia viva. Por meio de sua atuação artística, segue investigando como os ritos, as narrativas e os encontros podem fortalecer o pertencimento e ampliar as possibilidades de relação entre pessoas, comunidades e territórios.

Registros
O Labirinto - Foto 1
O Labirinto - Foto 2
O Labirinto - Foto 3
O Labirinto - Foto 4
O Labirinto - Foto 5
O Labirinto - Foto 6
O Labirinto - Foto 7
O Labirinto - Foto 8
Numa Terra Diversa Existe Espaço para o Céu
Próxima Obra

Numa Terra Diversa Existe Espaço para o Céu