Aramat
Parque Aramat
Aramat
é
arte
O Manifesto

Aramat, um parque onde manifestações artísticas ganham seu espaço junto à natureza.

Visite o parque com condições especiais de meia entrada às quintas-feiras!

Aqui, cada espaço foi pensado para ser uma vivência livre, criativa e inspiradora, criando cenários que transformam a forma de olhar, sentir e viver a arte.

Aramat — arte e natureza
A Programação

Agenda Cultural

Desinventando Coisas, Inventando Natureza
Artista: Patrícia Rebello

Desinventando Coisas, Inventando Natureza

"Não há oposição entre o vivo e o não vivo. Todo ser vivo não apenas está em continuidade com o não vivo, mas ele é seu prolongamento, sua metamorfose, sua expressão mais extrema. A vida é sempre reencarnação do não vivo, a bricolagem do mineral, o carnaval da substância telúrica do planeta - Gaia, a Terra - que não para de multiplicar suas faces e seus modos de ser na mínima partícula de seu corpo díspar, heteróclito." — Emanuele Coccia E se fosse possível que as coisas se transformassem em outras e que o futuro não se apresentasse de forma tão terrível como prevemos? E se dos plásticos que atolam as camadas geológicas e do mar poluído do antropoceno brotassem novas formas de vida? E se os detritos se rebelassem e resolvessem formar novos corpos multiespecíficos e pluricelulares? E se dos líquidos contaminados surgissem novas seivas que irrigassem o corpo terrestre? E se nossa presença e prepotência nocivas se diluíssem no caldo de uma vontade criativa e regenerativa? E se ainda fosse possível encontrar beleza no caos, joias no lixo, movimento no estático, vida pulsante na terra arrasada? O trabalho de Patricia Rebello nos permite imaginar estas possibilidades. Ao invés de projetar uma natureza idílica inalcançável, a artista compreende o mundo como este aglomerado complexo de seres vivos e não vivos, sem deixar de apontar criticamente para a responsabilidade que temos enquanto habitantes terrenos. Não se trata de pregar a volta de um paraíso imaculado, nem mesmo de aceitar passivamente a incontornável degradação ecológica, mas sim de encontrar formas de vida possíveis em um mundo distópico, respeitando os outros organismos de Gaia e seu substrato material. Ao diluir as fronteiras entre o natural e o artificial, a artista reconhece que é apenas a partir destes corpos híbridos que podemos imaginar o futuro e assumir um papel menos destruidor no mundo. Desta forma, seu trabalho se aproxima do conceito de naturezacultura, conforme proposto por Donna Haraway. Ao invés de enxergar a cultura e a natureza como opostos, sendo a primeira o atributo que nos define humanos e a segunda um simples recurso a ser explorado, como propagado pelo pensamento ocidental ao longo dos séculos, a autora nos conclama a imaginar uma nova palavra que dê conta dos imbróglios contemporâneos e nos coloque em uma posição menos prepotente em relação aos outros seres vivos e não vivos. A poética de Patrícia Rebello nos permite refletir sobre estas questões de maneira ainda mais potente que a palavra, já que nos envolve através de grande deleite estético, tornando visíveis conceitos difíceis de serem verbalizados. Somos tragados para um mundo de seres polimorfos, que se agitam em movimentos ondulantes e extraem do inanimado sua vida pulsante. Os materiais revelam sua agência própria, interagindo em fluxos líquidos, multiplicando-se em células marmorizadas em constantes metamorfoses. Aqui percebemos que somos apenas partículas no mundo agitado de Gaia e que o Tempo tudo transforma. E por que não pensar na Beleza como um antídoto à sensação apocalíptica que nos acompanha no mundo contemporâneo? Deixar-se levar pelo Belo, não para ocultar o Terrível, mas para fertilizar o espírito e assim poder imaginar futuros regeneradores. Esse é o convite que o trabalho de Patricia Rebello nos propõe. E se fosse possível...? Assim será! — Hugo Fortes

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O Mundo Enlouqueceu!
Artista: Eric Carrazedo

O Mundo Enlouqueceu!

SAMBA DA SALIVA TRISTE Verdades são enunciadas. Se objetivam em discurso. São pensadas e ditas. Sempre sentenciadas em ponto final. Seus enunciadores detestam recurso. Verdades são manifestadas para durar. Não admitem nenhuma outra para o amanhã. Menos ainda para o daqui a pouco. Apresentam-se como traduções do mundo. Espelhos do real. Definições únicas de uma realidade que, para seus porta-vozes, é uma só. Denunciam seus detratores. Erigem mentirosos e os atiram na vilania. Transpiram moral, se vestem de imperativo, calçam o categórico, e se despem em ética. Verdades permitem ao humano comunicar e ser entendido, propor e ser aceito, comprometer e se comprometer, confiar e se fiar, compartilhar em transparência, reservar em sigilo, conviver e romper. Verdades dependem da linguagem. Referem-se ao mundo mas só contam mesmo com as palavras para falar dele. E as palavras, tão poucas, não dão conta do infinito. Amor são só quatro letras. Indicam afetos humanos. Mais numerosos que os amantes de toda a história. Alguns amam filhos, queijo de cabra e filmes iranianos. A palavra faz o que pode, sambando na saliva prepotente de quem delas se serve para exigir lealdade, coerência, permanência, e outras da laia. Verdades são freios de mão puxados às pressas por condutores apavorados com o trânsito. Pelos que temem o deixar de ser tanto quanto odeiam o devir. Covardes diante do que não fica parado, do que não se deixa apreender, do que nasce morrendo e morre nascendo. Por isso a arte salva. Porque não teme o fluxo. Não precisa do estável. Não carece do falso para o deleite da denúncia. Não exige o verdadeiro para deixar como sempre foi. Salva porque é potência manifesta em exuberância. Sem juízos, sem calúnias, sem intrigas, sem fuxicos. A banana, se palavra falada, já está defasada. Entre o 'b' inicial e o 'a' final o mundo girou. E a fruta já é outra. O verdadeiro, cheio de moralismo, dá de ombros e finge que não reparou no escurecer do mole. Na moleza do escurecimento. O artista só exulta e sente. A arte não define. Desdenha dessa impossibilidade. Manifesta o humano em estado de graça na sua verdade, essa, sim, de esplendor sem pretensão. E a banana da fruteira não ficou quieta um só segundo. Foi do verde ao podre, no ponteiro do relógio, galhofando de seus analistas, posando para seus admiradores. Da infância imatura à podridão marcada, nunca deixou de ser, sendo sempre outra. Pobre banana palavra, exultante banana fruta. Celebremos o artista. Que um dia, por um instante, nos içou do mundo das verdades tristes e de seus porta-vozes amedrontados e nos conduziu para o seu próprio mundo onde se sente sem dizer por quê. — Clóvis de Barros Filho *** Ancorado na teoria do espetáculo de Guy Debord, seu trabalho parte da precisão serial da pintura pop e da sedução da superfície espelhada — para subvertê-las. A banana não é ornamento: é sintoma. O telefone de disco não é nostalgia: é a imagem da comunicação humana no século XXI, formalmente presente e funcionalmente vazia. Da tela à escultura monumental em aço inox espelhado, a imagem é sempre a mesma: a banana, o óbvio gritando. Um espelho que não seduz — distorce. Que não elogia — devolve a pergunta.

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A Coleção

Arte que respira.

Impacto & Números

Transformando território em experiência viva.

420mil m²

Área total integrada entre arte, natureza e paisagem.

200mil mudas

Plantadas na restauração ecológica do território.

04nascentes

Recuperadas após décadas de degradação ambiental.

07setores

Pavilhões, galerias e ateliês conectados pela mata.

Visite o Aramat
Convite

Planeje sua visita.

Entre as estâncias turísticas de São Pedro e Águas de São Pedro, nasce o Aramat, um parque que reúne arte, cultura e natureza em um espaço pensado para proporcionar experiências de bem-estar, contemplação e conexão com o meio ambiente.

Distâncias e Acesso

Piracicaba

Rod. Geraldo de Barros
30 km~35 min

Campinas

Rod. Bandeirantes
90 km~1h 15 min

São Paulo

Rod. Bandeirantes
170 km~2h 15 min